Governo e setor bancário: gargalos do Brasil

O surto de coronavírus levou as principais economias mundias a adotarem políticas monetárias e fiscais para conter os efeitos recessivos. Basicamente o governo transfere dinheiro para famílias e empresas e o banco central (BC) garante liquidez e crédito com juros baixo.

Aqui chegamos ao Brasil. Por um lado, o governo não consegue aumentar os gastos e a dívida. Já endividado e arrecadando 35% do PIB, o mercado não quer financiar um governo banhado em ineficiência e engessado em privilégios que não podem ser retirados pois são definidos como direitos adquiridos.

Por outro lado, o setor bancário não gera crédito para as famílias, micro, pequenas e médias empresas com juros refletindo a Selic (hoje em, 3.75% ao ano). Sem competição os bancos não repassam os cortes de juros recentes. Em síntese, a maior liquidez e expansão do crédito gerada pelo BC, vai apenas para as grandes empresas.

Nestes momentos de crise, entendemos porque o Brasil fracassa sempre em gerar crescimento e igualdade.

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