Infraestrutura do Espírito Santo: uma fonte de oportunidades

infraestrutura no Espírito Santo

Na primeira edição do Encontro Folha Business, realizado em Vitória, foram discutidas pautas como a infraestrutura do Espírito Santo.

Investimentos em ferrovias e aeroportos no estado foram anunciados pelo Ministro da infraestrutura Tarcísio Freitas.

Além disso, alguns planejamentos como privatizações e a ampliação da Terceira Ponte também foram divulgados pelo atual governador do estado, Renato Casagrande. 

Segundo Casagrande, o governo formou uma carteira de R$ 6 bilhões para investir com foco no “longo prazo”. Dentro dessa quantia, separou-se um fundo soberano voltado para destinar recursos a empresas privadas que queiram se instalar no Espírito Santo para gerar empregos.

O Ranking de Competitividade dos Estados (RCE) analisa diversos indicadores para apontar os estados que têm melhor ambiente de negócios, potencial para se investir e boas práticas econômicas. 

O Espírito Santo se destaca na 6ª colocação. A partir dessa nova perspectiva de investimentos, o estado pode ganhar ainda mais atratividade em relação às atividades empresariais.

Meios de transporte: cenário atual

No pilar de infraestrutura do levantamento, o estado se encontra na 8ª posição. Contudo, alguns indicadores dentro desse pilar não possuem um bom desempenho se comparados com outros estados.

Um exemplo está no quesito disponibilidade de voos diretos, que avalia a regularidade no número de voos domésticos. Neste ponto, o ES ocupa o 14º lugar, pontuando apenas 4,9 em uma escala até 100.

Desse modo, os investimentos anunciados por Tarcísio Freitas nos aeroportos de Linhares e Cachoeiro de Itapemirim são fundamentais para melhorar as conexões aéreas entre o Espírito Santo e outras regiões do país. 

Há também o indicador de qualidade das rodovias, que pondera pela extensão pesquisada a qualidade das vias entre ruins (1 ponto) e ótimas (5 pontos). Neste quesito, o Espírito Santo é melhor avaliado: ocupa a 5ª posição, com a pontuação de 64,7.

Apesar do ótimo desempenho, desenvolver uma maior malha ferroviária no estado também é fundamental.

Afinal, com mais opções de meios de transporte, a circulação de bens, serviços e pessoas é acelerada. Ou seja, tende a aumentar o dinamismo da economia local.

Energia Elétrica

A infraestrutura do setor de energia elétrica do Espírito Santo também é bem avaliado. Segundo o relatório, o estado possui ótimos resultados nos indicadores de acesso e de qualidade a esse tipo de energia: ambos acima de 95 pontos, ocupando a 6ª e a 7ª colocação, respectivamente. 

Essas medidas estão relacionadas à proporção de domicílios com acesso à energia elétrica. Bem como, ao Desempenho Global de Continuidade, que considera a duração e a frequência de interrupções no serviço de energia. 

Apesar disso, o custo da energia elétrica é relativamente alto: o estado ocupa a 22ª posição com 35,1 pontos neste parâmetro, que avalia a tarifa média praticada para o consumo comercial, residencial e industrial.

Telecomunicações

Nos critérios relacionados a telecomunicações desse mesmo ranking, o ES possui desempenho razoável, em relação às demais unidades federativas do país.

A pesquisa avalia a densidade de acessos por 100 habitantes em telefonia móvel e banda larga. Nesse tópico, o estado ocupa a 11º lugar, com 31,5 pontos, não apresentando uma boa acessibilidade aos serviços de telecomunicações.

Porém, em relação à qualidade desses serviços, que foca no cumprimento de metas para a telefonia móvel e banda larga, o estado ocupa apenas a 16ª colocação, com 64,6 pontos.

Ambiente de negócios capixaba

Segundo o Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) da Endeavor Brasil, Vitória é a terceira melhor cidade para se empreender dentre as 32 analisadas, perdendo apenas para São Paulo e Florianópolis.

O ICE avalia pilares como ambiente regulatório, capital humano e cultura empreendedora. Apesar do bom desempenho da capital, o restante estado, em geral, deixa a desejar.

No indicador de empreendimentos inovadores do RCE, por exemplo, o ES ocupa apenas o 19º lugar, com 28,5 pontos. E, no tocante a investimento em pesquisa e desenvolvimento, o estado está na 18ª colocação com 7,4 pontos.

Além disso, o tamanho de mercado do Espírito Santo também não é bem classificado: 14ª posição com 5 pontos.

Espírito Santo: vale a pena investir?

Apesar da variação nos indicadores do estado, o estado tem um desempenho apontado pelo RCE como competitivo.

Além disso, o Espírito Santo também possui boas práticas econômicas: com a 2ª melhor solidez fiscal do Brasil, perdendo apenas para o Amazonas e a 4ª melhor eficiência na máquina pública.

Não à toa, o estado possui uma política fiscal ideal para empresários e investidores que procuram um ambiente com bom desempenho nesse quesito. Algo raro no Brasil. 

Logo, ao levar em consideração os dados atuais, as boas práticas e as perspectivas do governo apresentadas no Encontro Folha Business, as expectativas para o ES são boas.

Em suma, com novos projetos e forças políticas empenhados em melhorar a infraestrutura e o ambiente de negócios no Espírito Santo a longo prazo, o estado tem potencial para ganhar ainda mais competitividade, credibilidade e atratividade frente ao cenário nacional.

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