Ambiente de negócios capixaba e a retomada pós-pandemia

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Depois da crise do Coronavírus, o Espírito Santo pode se destacar em crescimento econômico e desenvolvimento humano, em relação ao cenário nacional. Afinal, não é novidade que o ambiente de negócios no Brasil dificulta a geração de riqueza e a prosperidade econômica.

Nossa histórica tragédia econômica é apontada por diversos estudos, levantamentos e indicadores internacionais. Por exemplo, no Ranking de Facilidade de se Fazer Negócios do Banco Mundial o Brasil está atualmente apenas no 124ª lugar entre 190 países.

Já no levantamento de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, o Brasil está na 71º posição entre 141 países. Enquanto no Ranking de Liberdade Econômica da Heritage Foundation, ocupamos somente a 144º posição entre 180 nações. 

Hoje, há dezenas de unidades federativas assoladas por: caos fiscal, má-infraestrutura e demais fatores que dificultam oportunidades de negócios. No entanto, o Espírito Santo se mantém como uma “Ilha de Liberdade” entre os demais estados.

Por que o ambiente de negócios capixaba é diferenciado

Uma década de políticas estaduais de austeridade foram fundamentais para que o estado conquistasse esse posto. Afinal, há uma forte relação entre responsabilidade fiscal nas contas públicas e prosperidade no ambiente de negócios.

Por vários anos “o estado da moqueca” também ficou conhecido como o único a ser Nota A no Tesouro Nacional. Isso propiciou um melhor desenvolvimento do setor empresarial capixaba, impulsionado cada vez mais por um proeminente mercado de capitais no estado.

Vamos a alguns dados: no Índice Mackenzie de Liberdade Econômica Estadual, o Espírito Santo está na segunda colocação. O índice avalia o tamanho do governo, a tributação e o mercado de trabalho.

Já no ranking de competitividade entre os estados, o Espírito Santo está na 6ª colocação. O destaque é consequência principalmente da eficiência da máquina pública e da sustentabilidade fiscal.

Além disso, há o diferencial do estado também em relação à infraestrutura, educação, sustentabilidade ambiental, sustentabilidade social e segurança pública: sempre entre os 10 melhores do país nestes indicadores.

Vitória: uma capital empreendedora

A capital capixaba se destaca, por exemplo, em índices como o Ranking Connected Smart Cities, que mede quais são as cidades mais inteligentes do Brasil. Em 2018, Vitória ficou entre as três primeiras do país.

Assim como, no Índice das Cidades Empreendedoras, elaborado pela Endeavor. Nessa pesquisa que avalia: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, recursos humanos e cultura empreendedora, Vitória ficou em 3º lugar.

Entre as duas últimas edições, a cidade subiu duas colocações no ranking geral e obteve destaque no critério “tempo de abertura de empresas”. A despeito da média nacional de 62 dias, na capital capixaba, são necessários apenas 22.

Além disso, Vitória também apresentou bons resultados no parâmetro de capital humano, que engloba a qualidade da educação em vários níveis. Bem como, em relação ao oferecimento de infraestrutura benéfica ao ambiente de negócios.

O valor das políticas de austeridade fiscal

É inegável que a crise de saúde provocada pelo Coronavírus possui fortes impactos na economia. Diante dela, são necessárias políticas que auxiliem a população mais vulnerável e o setor empresarial, para evitar que a esfera social seja gravemente atingida.

Vale ressaltar, que a atuação mais robusta por parte do governo do estado, para mitigar os efeitos dessa crise, só foi possível em virtude das políticas de austeridade praticadas no passado. Cenário oposto ao que vemos na maior parte do país.

Os fundamentos econômicos e sociais evidenciados pelos indicadores listados aqui são uma conquista, proveniente de uma visão de longo prazo. No caso capixaba, ela foi construída ao longo dos últimos 10 anos.

É o legado deste trabalho que proporciona boas expectativas para o Espírito Santo no cenário pós-pandemia.

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