Possíveis consequências econômicas da saída de Moro

saída de Moro

Enquanto o mercado se acalmava, à medida que os efeitos econômicos gerados pelas políticas de combate à COVID-19 eram melhor dimensionados, a economia brasileira foi atingida por uma nova crise: a forma como aconteceu a saída de Moro do Ministério da Justiça.

De figura símbolo do governo, o ex-ministro virou uma fonte de acusações e suspeitas sobre a honestidade e a imparcialidade de Bolsonaro. Nesse sentido, os impactos econômicos da saída de Moro estão sendo debatidos inclusive no exterior.

Com isto, aumentam-se as incertezas sobre a continuação do projeto para o qual Bolsonaro foi eleito. Uma vez que, parte deste já estava abalada devido às constantes disputas do presidente com o Congresso e com os governadores.

Caso o presidente permaneça, a nova onda gerada por Moro pode causar uma recessão maior do que o esperado e uma retomada ainda mais lenta. Afinal, será mais difícil fazer novos investimentos no setor privado.

Além disso, os projetos de privatização e de concessões do Governo Federal vão atrair um menor número de investidores, tanto domésticos quanto estrangeiros, devido à maior desconfiança em relação ao Brasil.

Para saber quais são as principais perspectivas econômicas frente à pandemia, acesse a nossa Carta do Economista de abril.

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