Bolsa de Valores: saiba o que aconteceu na primeira semana de maio

Bolsa de valores

A primeira semana do mês trouxe turbulência à Bolsa de valores, devidos aos novos atritos entre China e Estados Unidos. Afinal, esses impasses elevam a instabilidade do mercado internacional, quanto ao acordo comercial assinado em janeiro.

Por outro lado, dados recentes mostraram que a economia norte-americana sofreu um grande choque com a pandemia. O país registrou 20 milhões de desempregados em abril e a taxa de desemprego está em 14,7%. Em relação à Europa, os Índices dos Gerentes de Compras indicam forte contração no Reino Unido e na Zona do Euro.

Cenário brasileiro

Outro dado relevante foi a queda na produção industrial do mês de maio: -9,1% em relação a fevereiro e -3,8% em termos anuais.

No Brasil, houve disputas no Congresso Nacional, que resultaram na aprovação de medidas que podem elevar os gastos públicos. Dentre as principais pautas discutidas pelo Legislativo estão: o aumento de salários do funcionalismo público e a aprovação da PEC do Orçamento de Guerra pela Câmara.

Além disso, a Fitch colocou a nota brasileira de crédito em perspectiva negativa. Essa avaliação reflete, em parte, a situação fiscal do país. Neste contexto, os indicadores de risco Brasil e o dólar podem sofrer certo aumento.

Já em relação à política monetária, durante a reunião do Copom nos dias 4 e 5, foi definido novo corte da taxa Selic em 0,75%. Essa redução foi maior do que a prevista pelo mercado e, agora, os juros estão em 3% ao ano. 

Como consequência, houve uma escalada na cotação do dólar e, provavelmente, não haverá grande diferença na oferta de crédito para pequenas e médias empresas. Apesar de serem as maiores necessitadas, a concentração bancária brasileira impede que os recursos cheguem à ponta.

Reflexos e expectativas do mercado brasileiro

No fim da semana, a Bolsa de valores fechou em alta. Contudo, o pregão ainda ronda os 80 mil pontos. Esse é um reflexo da dificuldade do Congresso em propor medidas efetivas para o combate ao Coronavírus e da ausência de conversas sobre as reformas.

Enquanto isso, a retomada do mercado aconteceu quando o presidente anunciou que deve vetar o aumento de salários de servidores, previstos para o período da pandemia até 2021. 

Além disso, o restabelecimento do diálogo entre Estados Unidos e China manteve a tendência de valorização dos principais índices das Bolsas americanas. 

Em suma, a melhora na relação entre Executivo e Legislativo, bem como a retomada da agenda de reformas podem contribuir para um cenário mais otimista para a Ibovespa nas próximas semanas.

Confira também as palavras do Estrategista-chefe na Apx investimentos, Thiago Pessoti e do nosso Economista-chefe, Arilton Teixeira:

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