Dívida pública: existem recursos para combater o Coronavírus?

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Devido ao descontrole fiscal praticado entre 2008 e 2016, o Brasil se encontra hoje com uma dívida pública elevada e sem credibilidade no mercado internacional. Logo, o país não pode utilizar o método implementado nos Estados Unidos para combater a pandemia.

Até o momento, o governo americano está financiado tanto os gastos provenientes do combate ao Coronavírus quanto os de seus efeitos via expansão da dívida pública. Porém, no Brasil, a impossibilidade de fazer isso tem limitado a eficácia das medidas federais, estaduais e municipais.

No entanto, essa não é a única alternativa. Uma vez que, os três níveis de governo arrecadam algo em torno de 35%, existem recursos para enfrentar a crise sanitária atual. Porém, é preciso redirecioná-los do pagamento de privilégios ao setor de saúde.

Essa é a ação que a classe política não tem se mostrado disposta a tomar. Por exemplo, apesar de os governos terem mandado seus funcionários para casa, estes continuam recebendo salário integral, sem qualquer redução.

Por outro lado, o setor privado, responsável pela manutenção financeira do funcionalismo público, já reduziu produção, lucros e salários. Ou seja, está pagando sozinho a conta da crise do Coronavírus.

Em suma, impostos e gastos correntes deveriam ser reduzidos, pelo menos temporariamente. Bem como, os salários de todos os funcionários públicos não essenciais, ativos e inativos.

Além disso, há também um caminho para conseguir mais recursos e melhores soluções a longo prazo. E este passa inevitavelmente pelas reformas.   

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