Como as startups sobreviventes vão sair ainda mais fortes da pandemia

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Com o isolamento social, as startups ficam em maior evidência, tanto pela base tecnológica quanto pela ampla capilaridade de distribuição. Afinal, a grande competição por share de mercado impulsiona estas empresas, o que, por sua vez, torna seus produtos mais eficientes.

Nos últimos dias, vimos o Airbnb levantando US$ 1 bilhão para se manter estável, segundo uma visão mais negativa. Já a Netflix, levantou US$ 2 bilhões em títulos de dívida – um cenário extremamente positivo, com o mundo praticamente paralisado –, gerando um fluxo de caixa livre de US $ 162 milhões.

Essa é a primeira vez que a gigante do streaming apresenta fluxo positivo desde 2014. Além disso, a Netflix possui US $ 5,2 bilhões em dinheiro – um saldo recorde – e ainda mais de 16 milhões de aquisições de usuários.

Há dez anos, as empresas norte-americanas, que representam o ápice do desenvolvimento das startups, em especial, o “four” da tecnologia — Amazon, Apple, Facebook e Google — comprometeram a imunidade da Indústria tradicional.

Hoje, nos lembramos do conceito de Destruição Criativa, do economista Schumpeter, que é definido como a força motriz da prosperidade. Nesse sentido, o empresário inovador caracteriza-se por ser aquela pessoa incomum, pela sua vitalidade e pela sua energia, mesmo em tempos difíceis.

A estratégia das grandes empresas de tecnologia

Crescimento da representatividade do “four” da tecnologia mundial no principal index da bolsa americana

Nota: A cada três dólares gastos na internet, o “four” recebe em média dois.

O cenário impactado pelo cisne negro, COVID-19, está apenas terminando de finalizar os trabalhos. Em relação a investimentos, os grandes gestores de fundo de Hedge recomendam empresas com dinheiro no balança, consolidando a famosa frase “cash is king”.

Analisando um dos outsiders da transformação digital, o Google, tem quase o suficiente para comprar as maiores empresas do setor de aviação, como na Boeing e Airbus.

Como elas se comportam em um cenário pós-pandemia

Os negócios do Facebook e do Google terão o padrão de recuperação que o mundo espera de forma otimista da economia, um V.

Os termos de pesquisa e os anúncios no Google / Facebook caíram 20% nos últimos 30 dias. A recuperação será igualmente sangrenta … para cima. A participação do duopólio no mercado de anúncios digitais está prevista em 61% em 2021.

As quedas das taxas de pesquisa, reflete em preços mais baixos para os anunciantes, mas o que se observa no cenário global é que após a pandemia toda a demanda reprimida nos preços suba de forma sem precedentes, isso se o comportamento observado depois da crise do subprime se repetir no mundo.

Diversas empresas irão abandonar velhos hábitos de publicidade, já não tão efetivos e agora catalisados pela baixa circulação de pessoas nas ruas. Os orçamentos estão sendo cortados e despesas cortadas, mas e após o alcance da “normalidade” onde se alocaram os milhões em publicidade? Em meios ineficientes?

Portanto, a crise do coronavírus acelerou a construção de um novo normal, o virtual. Se fazendo cada vez mais presente nas relações humanas, trabalhistas e comerciais.

Milhares dos maiores anunciantes e consumidores de produtos digitais do mundo estão prestes a usar essa abstinência forçada da mídia de offline para abandonar o hábito e nunca mais voltar.

O cotidiano e as startups: uma conclusão em aberto

O atual cenário promoverá a reestruturação iminente da ordem econômica global. Vemos em diversas países a presença, cada vez maior, das grandes empresas: a distribuição logística das grandes varejistas P2P, o consumo digital (no Brasil o usuário passa em média 9h no celular) e diversos softwares e empresas que transformam os meios de produção e toda a cadeia produtiva.

Nem o governo brasileiro conseguiria parar a transformação digital iminente. No cenário mundial, as startups ganham cada vez mais protagonismo no governo americano, por meio da criação do Conselho de Crise da gestão de Trump.

Assim como, na saúde – as health techs assumindo mais protagonismo em países pobres como Índia – e em hábitos de consumo como ir ao supermercado, como a Amazon e diversos aplicativos que entregam as mercadorias na sua porta.

O aumento da automação já estava ocorrendo antes do COVID-19 e foi impulsionado pela crise, o McKinsey Global Institute estimou que 60% de todos os empregos poderiam ver mais de 30% de suas principais tarefas automatizadas, afetando de 400 a 800 milhões de empregos em todo o mundo até 2030.

Diversas empresa irão surgir nessas revoluções da cadeia de produção e consumo, cada vez mais específicas e resolvendo desafios, que talvez ainda nem existam.

De fato, a descentralização da informação provocou um enorme estrondo nos últimos dez anos e possibilitou diversas revoluções. Agora vemos esse movimento sendo maturado e descentralizando indústrias por inteiro, gerando novas e melhores empresas e resultados.

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