As Small Caps recomendadas pelo BTG em setembro

Small caps

A Apex Partners realiza mensalmente uma live para falar sobre a carteira recomendada do BTG Pactual, montada com a assistência de um time de Research eleito por diversas vezes como o melhor do Brasil. A Carteira Recomendada de Small Caps (BTGD SMLL) tem como objetivo selecionar as melhores oportunidades de crescimento no mercado das empresas com valor de mercado informal de até R$ 15 bilhões.

Ela é composta por 5 ativos selecionados pela equipe de análise e estratégia da instituição:

No mês de agosto, a carteira BTGD SMLL caiu 0,3%, contra uma queda de 1,2% do Índice Small Caps (SMLL), o benchmark dessa categoria de empresas, e -3,4% do IBOV.

Além disso, desde julho de 2010, a carteira acumula uma rentabilidade de 1.508%. No mesmo período, o SMLL subiu 114% e o IBOV 63%, como pode ser visto no gráfico abaixo:

Esses resultados demonstram muito bem a qualidade e o alto nível de fundamentação da equipe de profissionais do BTG Pactual.

Duratex – DTEX3

A Duratex é uma empresa que consta tanto na carteira 10SIM quanto na de Small Caps. O fundamento de atratividade da companhia reside também no fato dela já estar operando em níveis praticamente normalizados apesar da pandemia. Um dos fatores apontados foram as reformas de imóveis que vem se intensificando no momento. Possivelmente, isso é uma consequência da maior permanência das pessoas em casa devido ao home office.

A empresa é produtora de painéis de madeira, soluções em laminado, vinil e rodapé, entre outros. Dessa forma, a dinâmica da Duratex está muito atrelada à aceleração da construção civil e ao crescimento do setor imobiliário em um cenário de juros baixos, havendo perspectivas positivas.

Randon – RAPT4

Outra empresa que entrou para a carteira de Small Caps do BTG neste mês foi a Randon. Ela pertence ao setor de soluções para o transporte, com atuação em reboques e semirreboques, veículos fora-de-estrada, autopeças e serviços financeiros.

Portanto, levando em conta que 60% da carteira da empresa está direcionada ao agronegócio, ela foi favorecida pelo fato de este ser um dos únicos setores que se mantiveram fortes durante a pandemia. Por fim, o câmbio desvalorizado no campo das exportações também foi positivo para a empresa.

Oi – OIBR3

A Oi se trata de um case de risco, levando em conta as dificuldades operacionais e o fato de estar em recuperação judicial. Embora a empresa tenha um alto nível de endividamento, está vendendo ativos para liquidar isso. Também está buscando vender uma parte de sua empresa de infraestrutura por R$ 25 bilhões.

Além disso, está a empresa está em processo de venda do segmento de assinatura de televisão. Assim, se considera que a telefônica conseguirá “reorganizar a casa”, voltando a ter um valor superior ao atual. Por isso, o BTG atribui um preço-alvo de R$ 2,00 para o papel. Entretanto, deve ocorrer uma provável revisão para cima em caso de concretização dos pontos aqui trazidos.

EcoRodovias – ECOR3

A EcoRodovias está bem posicionada no mercado e tende a se beneficiar de algumas questões. Uma dessas questões é o grande pipeline de investimentos em infraestrutura, que deve ser usado pelo governo federal para incentivar a recuperação da atividade macroeconômica no país.

Além disso, a empresa deve ganhar com o ambiente menos competitivo para novas concessões, devido à pressão enfrentada durante a crise pelos seus concorrentes. Outro fator atribuído pelo BTG é que devem ser assinados os reequilíbrios do contrato com o Estado de São Paulo no curto prazo, com as negociações já em ritmo acelerado.

Isso reforça o fato de a empresa ter anunciado recentemente uma oferta potencial de follow on que reforça a análise do banco. Assim, é dada liquidez adicional para a empresa participar dos próximos leilões de infraestrutura com maior poder de fogo. 

Por fim, o valuation da empresa está atraente, negociando a uma Taxa Interna de Retorno (TIR) real de 7,8%.

JSL – JSLG3

A perspectiva positiva do BTG para a JSL é baseada na análise das fortes perspectivas de crescimento da empresa, com a expansão da tendência de terceirização de veículos no Brasil.

A companhia é desalavancada, apresentando um histórico de criação de valor aos acionistas, possui receitas amplamente diversificadas, tanto em relação ao segmento quanto aos clientes e apresenta aumento da lucratividade, com o ROIC devendo responder positivamente ao maior mix de contratos de aluguel de longo prazo.

Ela se destaca por ser uma grande fornecedora de contratos de gerenciamento de frota de longo prazo. Isso é positivo pois, nesse nicho, os volumes são menos voláteis do que em segmentos como logística de ativos pesados e de aluguel de carros de curto prazo.

Por fim, o valuation atual ainda é atraente, com um preço/lucro (P/L) de 17 frente à seus pares de logística e de aluguel de carros.

Disclaimer: Esta apresentação tem como único propósito fornecer informações e não constitui ou deve ser interpretada como uma oferta, solicitação ou recomendação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócio específica. Essa apresentação é um documento de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários nos termos da Instrução CVM Nº 598, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta e/ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento e/ou produto específico.

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