Como as políticas monetária e fiscal de 2020 empobreceram o Brasil

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Atualmente, o mercado financeiro e vários indicadores sinalizam a piora do ambiente econômico brasileiro, devido ao aumento do desequilíbrio fiscal e o do risco crédito. Junto à pressão inflacionária, estes são os resultados das políticas implementadas em 2020 que empobreceram o Brasil.

Para entendermos o que esta se passando na economia neste momento, vamos analisar estas duas frentes, bem como o abandono das reformas pelo poder público.

Política monetária do Brasil na pandemia

Seguindo os países de primeiro mundo, o Banco Central do Brasil (BCB) aumentou a oferta de crédito e reduziu os juros. Infelizmente, devido à concentração bancária no Brasil este movimento teve efeito limitado. Não há motivos para os bancos comerciais tomarem mais risco em um momento de crise, para ampliar a oferta de crédito para famílias, pequenas e médias empresas.

Porém, esta política do BCB afetou as taxas de câmbio, desvalorizando o real. Afinal, momentos de instabilidade geram uma busca por proteção, aumentando a demanda por moedas fortes. Ao mesmo tempo, o mercado passa a exigir maior retorno para investir em países emergentes.

Esta desvalorização do real encareceu os custos das empresas devido ao aumento dos preços dos bens comercializáveis na moeda brasileira. No momento atual, em que a economia está se recuperando e há crescimento da demanda, estes aumentos de custos são repassados para os preços, o que causa pressão inflacionária.

Política fiscal do governo diante à crise econômica

Na prática, houve a ampliação dos gastos públicos e o abandono das reformas que, aumentaram o desequilíbrio orçamentário, geraram risco de crédito e a elevação dos juros futuros. Assim, o risco de crédito do governo aumentou, levando o mercado a pedir maiores retornos.

Em síntese, tanto a política monetária quanto a política fiscal geraram incertezas. Nos últimos dias, o Risco Brasil, calculado pelo CDS de 5 anos, subiu de 200 para 250 pontos básicos. Para piorar a situação atual, o Governo Federal começa a negociar a PEC 45 com o Congresso, trazendo ainda mais incertezas.

Além de cercear o poder de os estados gerenciarem seus próprios impostos, esta proposta deve congelar a carga tributária brasileira, que precisa ser revista; e ainda há a possibilidade de aumento da tributação, por exemplo, por meio da recriação da CPMF.

Por fim, nada como frases populares para sintetizar a situação atual. Primeiro: nada é tão ruim que não possa piorar. Segundo: o Brasil não é um país para amadores. Terceiro: o Brasil é, e continuará sendo, o país do futuro.

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