Por que as empresas brasileiras estão perdendo a recuperação econômica

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O valor de mercado das empresas brasileiras inverteram a tendência e voltaram a cair nos últimos dois meses, a despeito da boa recuperação econômica. Para entender esta queda do valor das empresas neste cenário, vamos focar nos acontecimentos dos últimos dias. Afinal, foi quando as incertezas que dominam a economia desde julho foram bastante exacerbadas.

Fatores que prejudicaram a recuperação das empresas brasileiras

Comecemos com a inflação. O IGP-M de setembro atingiu 4.34%, acumulando alta de 17.9% em 12 meses. Pior ainda, um dos componentes do IGP, o IPA-M, atingiu 5.9% em setembro e 25.3% em 12 meses. Independente do que mostram os números, porém, ainda há vozes dizendo que é possível fazer reduções marginais da Selic.

Do lado do governo, por um lado, ouvimos demanda por mais gastos e proteção dos privilégios do setor público, aumentando o risco de descontrole fiscal. Por outro lado, ouvimos demanda por aumento e criação de impostos.

Estas declarações são feitas, a despeito de esta política monetária ter sido exatamente um dos fatores que levou à forte e persistente desvalorização do real. E, depois, ao aumento dos preços.

Em particular, a PEC 45 com a inclusão da antiga CPMF, volta a ser pauta no Congresso. Estas proposta cria o IBS com alíquotas altíssimas sobre o setor de serviços, claramente incompatível com o nível de produtividade do Brasil.

Além disto, congela a carga tributária por décadas e impede os governos estaduais e municipais de reduzirem seus próprios impostos. Já a CPMF aumenta o custo de transação na economia, incentivando a informalização e o uso de dinheiro, em vez das novas e mais produtivas tecnologias.

Considerações finais

Em síntese, por onde olhamos, parece que Brasília descolou-se do resto do país. Afinal, temos um governo discutindo políticas cuja implementação é contemplative com as condições da economia brasileira.

E esta instabilidade é um dos motivos da queda do valor de mercado das empresas. O risco fiscal, ou seja, aumento de gastos e/ou de impostos; assim como o risco inflacionário estão derrubando o valor de mercado das empresas, a despeito da recuperação da economia.

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