Radar do mercado imobiliário de outubro de 2020

Radar Imobiliário outubro

Resumo dos principais direcionadores: (I) Atividade econômica mostra sinais de retomada e indicadores sobem pelo 4º mês consecutivo. (II) Taxa de juros em mínimas históricas aquece mercado imobiliário e retoma atratividade setorial para investidores; (III) Preços dos insumos na construção civil tem alta significativa; (IV) Vendas no setor imobiliário brasileiro tem melhor mês desde 2014. A capital do Espírito Santo também consolidou forte aumento nas vendas e nos lançamentos.

Atividade econômica mostra sinais de retomada e indicadores sobem pelo 4º mês consecutivo

[Fonte: IBGE, Banco Central, BTG Pactual, BofA, G1 – Acesso em 05/10/2020]

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br), subiu 1,06% em agosto, consolidando um movimento de alta pelo quarto mês consecutivo. A expectativa para o final do 3º trimestre é de crescimento de 5,8% em relação ao período anterior, potencializado pelos bons indicadores da indústria, do comércio e dos índices de confiança. O boletim Focus do Banco Central mantém a projeção do PIB em 2020 próxima aos -5,00%.

Taxas de juros em mínimas históricas aquece mercado imobiliário e retoma atratividade setorial para investidores

[Fonte: Banco Central do Brasil, IBGE e BTG Pactual – Acesso em 05/10/2020]

Na primeira semana do mês de agosto de 2020, observamos mais um corte na taxa básica de juros (SELIC) por parte do Comitê de Política Monetária (COPOM). A taxa atingiu sua mínima histórica, estacionando no valor de 2,00% a.a. Olhando para as expectativas dos juros futuros, a curva DI1F25 variou entre 5,13% e 6,62% no mês de setembro, fato que consolida a expectativa do mercado pela manutenção de taxas de juros baixas no horizonte de médio prazo.

Preços dos insumos na construção civil tem alta significativa

[Fonte: CBIC, Sinduscon ES – Acesso em 09/10/2020]

O banco de dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) aponta forte aumento nos preços dos principais insumos da construção civil, como aço e cimento. Os valores sofreram aumento significativo em todo Brasil e no Espírito Santo, fato que refletiu em duas fortes altas do CUB/ES. O custo unitário básico concretizou aumento de 1,14% em agosto e 1,87% em setembro. Já a variação acumulada em 2020 está em 6,22%. Além da alta nos preços, a disponibilidade de insumos básicos também é um problema que está sendo enfrentado pelas construtoras.

Vendas no setor imobiliário brasileiro tem melhor mês desde 2014. A capital do Espírito Santo também consolidou forte aumento nas vendas e nos lançamentos

[Fonte: Abrainc, Exame e Research Apex investimentos Imobiliários – Informações consolidadas para agosto/20]

Venda de imóveis em agosto cresce 58% e consolida melhor resultado mensal desde 2014. Além das 13.023 unidades comercializadas em todo Brasil, a Abrainc também registrou uma alta de 38,2% nos novos lançamentos imobiliários. Segundo o Research da Apex Investimentos Imobiliários, a cidade de Vitória/ES registrou 117 vendas, maior valor desde o início da série histórica. Junto ao forte volume de vendas, foram registrados 3 lançamentos que somaram mais 248 unidades ao estoque da cidade. O IVV médio dos empreendimentos estudados superou 4,59%, alta relevante ante 2,91% registrados no mês de julho. 

Com o auxílio da ferramenta desenvolvida pela Apex Investimentos Imobiliários, o ‘Radar Imobiliário’, podemos facilmente visualizar de forma qualitativa e quantitativa o desempenho das principais vertentes e dos principais direcionadores do mercado, conforme a figura abaixo. 

Sintetizando os principais direcionadores do mercado imobiliário no último mês, podemos perceber que a tese de aquecimento do mercado imobiliário impulsionado pelas baixas taxas de juros está sendo concretizada.

O mês de agosto de 2020 foi o melhor mês de vendas em todo o Brasil desde 2014. Esse resultado também foi percebido em nossa pesquisa mensal, que apontou um desempenho surpreendente de 117 vendas e 3 novos lançamentos de médio-alto padrão. Esse aumento relevante nas movimentações do mercado também pode ser atrelado ao aumento dos níveis de confiança em geral e na retomada da atividade econômica nos últimos meses, fato que torna o ambiente cada vez mais propício para novas negociações de cunho imobiliário.

Os outros direcionadores de relevância ainda se encontram em uma posição desfavorável, visto que o impacto da pandemia ainda é muito evidente. Temos os insumos sendo produzidos em menor escala, fato que torna o produto final mais caro para as obras, junto do desemprego que ainda atinge 13,7% dos brasileiros e da massa salarial que sofreu uma redução significativa durante esse período. 

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