Fechamento europeu e seu impacto sobre o dólar e a inflação

Fechamento europeu

Quando já não se esperava mais por fechamentos de cidades para combater a pandemia, os mercados mundiais foram surpreendidos por medidas anunciadas em fins de outubro por Alemanha e França. Posteriormente, também o Reino Unido corroborou para o fechamento europeu, com medidas mais restritivas para combater a pandemia.

Embora não tão radicais quanto aquelas adotadas em março, a surpresa foi suficiente para afetar os mercados financeiros ao redor do mundo. Isso ocasionou quedas nas bolsas e ativos em geral.

Impactos do fechamento europeu no mercado brasileiro

No Brasil, um país emergente com delicada situação fiscal, os impactos foram ainda maiores, afetando os preços dos ativos e a taxa de câmbio. Enquanto o Chile, por exemplo, não teve impactos sobre o valor de sua moeda, no Brasil o dólar subiu forte e exigiu intervenção do Banco Central. No dia 28 de outubro o BCB realizou leilão por meio do qual injetou US$ 1,042 bilhão no mercado à vista. E mais medidas como esta vieram a serem implementadas.

Para um país cuja inflação começa a avançar cada vez mais rápido, a despeito da forte recessão e do desemprego, a desvalorização do real é um fator adicional a pressionar os preços. No Boletim Focus de hoje (03), as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltaram a ser revisadas para cima. Estas estão em 3,02% de alta ao fim de 2020.

Além disso, o IPA já acumula alta de 25% nos últimos 12 meses. Por isso, uma nova desvalorização do real deve pressionar ainda mais os já pressionados custos das empresas domésticas.

Como vivemos um momento de recuperação da economia, com expansão da produção e da demanda, o ambiente é propício para as empresas continuarem a repassar aos consumidores estes aumentos de custos. A consequência, portanto, deve ser a manutenção da alta dos preços aos consumidores.

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