Carteira recomendada de dividendos de novembro

Carteira dividendos

A carteira recomendada de dividendos tem o objetivo de encontrar as melhores empresas sob a ótica de distribuição de dividendos. Ou seja, são selecionadas companhias que remuneram seus acionistas acima da média do mercado de forma recorrente. Dessa forma, a análise é focada em ativos de alta qualidade, com resiliência de entrega de resultado e geração de caixa.

Os ativos da carteira são revisados a cada três meses, e em novembro se mantiveram os mesmos para o próximo trimestre.

Quanto à rentabilidade, desde o dia 8 de novembro de 2019 até o fechamento de outubro de 2020, a Carteira Recomendada de Dividendos acumulou perdas de -7,6%, ante -12,7% do Ibovespa e -11,1% do IDIV. Veja nos gráficos abaixo o desempenho de cada um dos ativos e de alguns benchmarks:

E, como o objetivo da carteira é o pagamento de proventos, o gráfico abaixo traz os dados referentes à eles dos últimos 12 meses, para fins de referência.

Taesa (TAEE11)

A Taesa é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de Receita Anual Permitida (RAP), dedicando-se exclusivamente à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão.

Atualmente, está presentes em todas as 5 regiões do país, com 36 concessões e 12.725 km de linhas de transmissão. Em relação ao histórico de execução da empresa, vê-se que ao longo dos últimos anos ela conseguiu manter uma estabilidade positiva em sua receita líquida. Isso demonstra a resiliência de seu modelo operacional e do setor de transmissão de energia, mesmo em momentos mais difíceis no campo da economia.

Também conseguiu elevar sua margem líquida de 48% para 81%, com uma margem EBITDA estável próxima a 80%, sendo este o maior EBITDA do setor de transmissão. A companhia possui uma disciplina financeira muito forte, com um rígido controle de custos, a mais alta nota de crédito nas três agências de classificação de risco (Fitch, Standard & Poor´s e Moody´s) e uma alta diligência no processo de alocação de capital, buscando sempre bons projetos com alta rentabilidade.

Assim, a Taesa é vista um empresa de alta eficiência operacional, o que lhe garantiu uma sólida geração de caixa ao longo dos anos. Esse fator permitiu que conseguisse distribuir uma boa parcela de seus lucros para os acionistas. A companhia possui um payout (percentual do lucro líquido distribuído em forma de provento) de cerca de 90%, o que sustenta o forte rendimento dos dividendos (e outros proventos) distribuídos aos acionistas.

Dito isso, acreditamos que a TAESA continuará com um nível forte de eficiência operacional, entregando bons resultados nos trimestres à frente e, consequentemente, remunerando muito bem seus acionistas através da distribuição de proventos, o que abre espaço para uma forte expectativa do rendimento dos dividendos (dividend yield) de 13,7% e 12,7% para 2020 e 2021, respectivamente, como aponta o gráfico abaixo.

Telefônica Brasil (VIVT4)

A Vivo é a maior empresa de telecomunicações do Brasil, com uma ampla gama de produtos e serviços, como telefonia fixa e móvel, banda larga fixa e móvel, TV por assinatura, dados e serviços digitais.

Em geral, as operadoras de telecomunicações devem superar o desempenho de outros setores. Isso devido ao seu modelo de negócios resiliente, fortes balanços e alta geração de fluxo de caixa. A VIVT4 é uma ação especialmente interessante neste momento de incerteza, tendo em vista que a empresa gera um fluxo de caixa bom e consistente e tem um longo histórico de pagamento de dividendos consideráveis. O dividend yield para 2020 e 2021 está em 6,8%, para se ter uma ideia.

Embora seus negócios sejam afetados pela esperada desaceleração econômica (principalmente em pré-pagos e B2B), o impacto na receita pode ser contido e deve ser maior do que no EBITDA à medida há uma otimização de custos contínua.

Por fim, em um eventual cenário de vitória da proposta conjunta de VIVO, TIM e Claro pelas operações móveis da Oi S.A., a companhia se beneficiará diretamente da consolidação do setor, pois, dessa forma, previne-se a entrada de mais um competidor e é garantido um mercado de 3 players no longo prazo.

Engie Brasil (EGIE3)

A Engie integra a maior produtora independente de energia do país, sendo também agente ativo na comercialização de energia. Em 2017, ingressou no segmento de transmissão de energia e, em 2018, adquiriu os 50% remanescentes das ações da Engie Geração Solar Distribuída.

O ano de 2019 marca a entrada no segmento de gás natural brasileiro ao adquirir participação na Transportadora Associada de Gás (TAG). Ao fim do quarto trimestre de 2019, a empresa tinha uma capacidade instalada própria de 8.711 MW, operando um parque gerador de 10.431 MW, composto por 60 usinas, sendo 11 hidrelétricas, quatro termelétricas e 45 complementares – três a biomassa, 38 eólicas, duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e duas solares.

A empresa sempre manteve um prêmio frente às demais utilities (empresas dos setores de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia e água), devido a uma combinação de liquidez, capacidade de entregar crescimento com disciplina de alocação de capital e pagamento de dividendos. Dessa forma, o BTG avalia um dividend yield para a empresa em 2020 e 2021 de 6,0% e 9,0%, respectivamente.

ISA CTEEP (TRPL4)

A ISA CTEEP entrou na carteira devido ao seu perfil sólido de geração de caixa e forte perspectiva de dividendos (10,9% e 11,0% para 2020 e 2021, respectivamente).

Ela é a maior empresa privada de transmissão do setor elétrico brasileiro. De maneira geral, atua em 17 estados brasileiros e é responsável por aproximadamente 33% de toda a energia elétrica transmitida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN).

Ao fim de 2019, a capacidade instalada da Companhia (controladora, controladas e coligadas em operação) totalizou 65,9 mil MVA de transformação, 18,6 mil quilômetros de linhas de transmissão, 25,8 mil quilômetros de circuitos e 126 subestações próprias. Em junho, a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou um aumento de 9,75% nas receitas de 2018 do contrato 059/2001, saindo de R$ 2.452 bilhões para R$ 2.692 bilhões.

Esse aumento gerou uma parcela de ajuste de R$ 892 milhões, que será recebido por um período de três anos até 2023. A empresa é vista sendo negociada a uma TIR real de 7,9%, enquanto entrega um dividend yield de dois dígitos nos próximos anos. Por fim, com o substancial fluxo de caixa extra a receber recentemente impulsionado pelo componente do custo de capital próprio, acredita-se que a empresa continuará pagando dividendos consideráveis nos próximos anos.

BB Seguridade (BBSE3)

a BB Seguridade por ser uma ótima alternativa de “valor” versus bancos, por sua perspectiva positiva quanto a visibilidade de resultados nos próximos 12 meses e forte pagamento de dividendos (6,4% e 6,1% para 2020 e 2021, respectivamente)

A BB Seguridade Participações S.A. (BB Seguridade) é uma holding controlada pelo Banco do Brasil e que atua no segmento de seguridade. Suas participações societárias atualmente estão organizadas em dois segmentos: negócios de risco e acumulação e negócios de distribuição.

A empresa conta com a rede de distribuição do Banco do Brasil como o principal canal de comercialização de um portfólio completo de produtos com a intermediação de uma corretora própria.

O BTG acredita que as ações da mesma são uma boa alternativa de “valor” versus bancos. A alavancagem nesse caso é muito menor, a visibilidade dos resultados nos próximos 12 meses é muito mais clara, o pagamento de dividendos bem maior e o segmento de seguros enfrenta muito menos riscos políticos e regulatórios. O pagamento de dividendos foi comprometido no caso dos bancos devido ao impedimento de pagar dividendos acima do mínimo estabelecido no Estatuto Social.

Já os resultados do terceiro trimestre devem continuar mostrando resiliência e Payout se manterá acima de 80% no ano. Portanto, a expectativa do BTG é por um dividend yield de 6,4% e 6,1% para 2020 e 2021, respectivamente.

Disclaimer: Esta apresentação tem como único propósito fornecer informações e não constitui ou deve ser interpretada como uma oferta, solicitação ou recomendação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócio específica. Essa apresentação é um documento de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários nos termos da Instrução CVM Nº 598, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta e/ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento e/ou produto específico.

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