Carteira recomendada de small caps de janeiro

Carteira recomendada de small caps de janeiro

A Apex Partners divulga mensalmente a Carteira Recomendada de Small Caps do BTG Pactual, que tem como objetivo selecionar as melhores oportunidades de crescimento no mercado das empresas com valor de mercado informal de até R$ 15 bilhões. Ela é composta por 5 small caps selecionadas pela equipe de análise e estratégia da instituição, com time de Research eleito o melhor do Brasil.

No mês de dezembro a Carteira Recomendada de Small Caps apresentou uma alta de +11,2%, contra alta de 7,5% do SMLL e 9,3% do IBOV. Desde julho de 2010, a carteira acumula uma rentabilidade de 2.032,2%, contra 174,8% do SMLL e 95,2% do IBOV.

Para o mês de janeiro foram feitas 4 alterações, com a entrada da empresa de pás eólicas Aeris (AERI3), a construtora Lavvi (LAVV3), a plataforma de cashback Méliuz (CASH3) e a empresa de porto/infraestrutura Santos Brasil (STBP3).

Saem da carteira: a empresa de Transporte e Logística Simpar (SIMH3), a empresa de logística hidroviária integrada Hidrovias do Brasil (HBSA3), a empresa de software Locaweb (LWSA3), a empresa de soluções para transporte Randon (RAPT4). A única empresa mantida no portfólio foi a Oi (OIBR3).

Aeris (AERI3)

A Aeris é uma produtora líder de pás de rotor para turbinas de energia eólica. O BTG adicionou a ação pois viu fundamentos atraentes e vantagens competitivas. Isso, com base em: (i) ótimas perspectivas para o setor de energia eólica, devido ao crescente apelo por energia renovável; (ii) um mercado consolidado, dominado por grandes OEMs e fabricantes de pás de rotor, com tecnologia e demandas de capital crescentes que representam grandes barreiras de entrada; (iii) clara liderança de mercado no Brasil (~70% de participação de mercado da carteira contratada do país); (iv) excelência operacional, com uma unidade de produção altamente verticalizada e de última geração.

O retorno de capital é acima da média da indústria (ROIC médio dos últimos 4 anos de 38%) e possui crescimento impressionante. Além disso, a ação está negociando a um valuation baixo, de 26,8x P/L 2021.

Santos Brasil (STBP3)

A visão construtiva do BTG sobre a empresa é baseada em: (i) melhor ambiente regulatório, (ii) melhor dinâmica competitiva em Santos, permitindo retomar seus ajustes de preços, e (iii) perspectivas favoráveis para o setor portuário e de infraestrutura.

Além disso, após a conclusão da oferta de follow-on de R$ 790 milhões, analisou-se que a empresa está bem capitalizada para: (i) aproveitar o ousado pipeline a ser leiloado no setor de infraestrutura; (ii) verticalizar e integrar sua cadeia logística por meio da SBLog; e (iii) consolidar o Porto Brasileiro de Contêineres.

Lavvi (LAVV3)

A empresa está no caminho certo para cumprir seus planos de IPO, com operações de alto crescimento e com alta lucratividade. A Lavvi lançou dois projetos no 4T com forte desempenho de vendas e espera mais 4 projetos em 2021. Isso significa que os lançamentos podem chegar a R$ 1 bilhão no próximo ano.

Além disso, a Lavvi tem conseguido adquirir terrenos com condições atrativas (eles compraram R$ 700 milhões recentemente e têm mais R$ 700 milhões em negociação).

Portanto, como o mercado imobiliário deve continuar forte em São Paulo, impulsionado pelas baixas taxas de juros imobiliários. Além disso, devido à boa acessibilidade para compradores e níveis de estoque controlados. Assim, a Lavvi poderia aumentar os lançamentos e aumentar as margens para atingir seu ROE desejado de 25%.

Oi S.A. (OIBR3)

O plano revisado da empresa, aprovado em 8 de setembro, tornou o caso de investimento da Oi muito menos arriscado. Em 14 de dezembro, ela vendeu sua operação móvel para a TIM, Vivo e Claro por R$ 16,5 bilhões mais um contrato de capacidade de longo prazo take-or-pay de R$ 819 milhões assinado entre a Oi e as três operadoras.

Espera-se que o negócio seja concluído no final de 2021. A agência reguladora do setor, a Anatel, e o órgão antitruste CADE devem aprovar a transação.

A venda de sua divisão móvel é outra etapa importante no processo de recuperação. A empresa já leiloou o equivalente a R$ 18 bilhões, ou 73% dos R$ 24,5 bilhões que deve arrecadar com a venda de ativos. O próximo passo é o leilão de participação na empresa de infraestrutura da Oi, por um preço mínimo de R $20 bilhões. Assim, espera levantar R$ 6,5 bilhões por uma participação na InfraCo), previsto para acontecer no 1T21.

Méliuz (CASH3)

Com seu IPO recente, a Méliuz é a plataforma de cashback pioneira no Brasil, com um histórico de 10 anos conectando consumidores a parceiros (principalmente varejistas e marketplaces).

Impulsionada por uma equipe de gestão empreendedora e uma cultura sólida, desenvolveu a tecnologia e o know-how para alcançar uma ótima experiência do usuário e alto engajamento. Assim, o BTG acredita que o negócio de cashback ainda é incipiente e uma maior divulgação do produto deve beneficiar um player independente como a Méliuz.

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