O que sabemos sobre a primeira sinalização de juros de 2021

juros 2021

Neste início de 2021, a valorização do Ibovespa tende a indicar um cenário doméstico bastante otimista, enquanto o comportamento dos juros sugere maior preocupação.

Nesta primeira semana de 2021, tivemos elevação dos DI futuros e, no leilão de Tesouro Nacional, a LFT voltou a ser negociada com deságio. Isso significa que o mercado está demandando retornos mais elevados a curto e longo prazo.

Desde que o governo brasileiro adotou a estratégia de aumentar gastos e parar as reformas em 2020, tem sido levantada a possibilidade de que o déficit elevado e o endividamento crescente vai aumentar o risco fiscal ou risco de solvência do governo.

Por trás desta demanda por retornos mais elevados, vamos citar dois fatores: o risco de inflação e o risco fiscal. O primeiro tende a ter efeitos maiores sobre os de curto prazo, enquanto o segundo incide sobre os demais. Hoje, vamos enfocar as consequências que envolvem este segundo problema.

Juros e efeitos do Risco Fiscal para 2021

Durante o segundo semestre de 2020, o comportamento dos juros sinalizou o aumento deste problema quanto às contas públicas, sendo ignorado pelo governo. Agora, em 2021, embora o clima seja positivo graças ao início da vacinação, os juros voltaram a sinalizar o aumento do risco.

A valorização forte do Ibovespa nos primeiros dias de 2021 foi fruto deste bom ambiente internacional. Mas, a estabilidade externa pode ser encoberta pela incerteza do mercado interno brasileiro que, por sua vez, causaria o descolamento do Ibovespa em relação aos mercados externos.

Em suma, o governo e o Congresso têm ignorado os sinais do mercado, mantendo a paralização das reformas, das privatizações e falando em aumento de gastos para combater a pandemia. No entanto, para gastar mais sem afetar o risco fiscal, é preciso avançar as reformas e privatizar. Afinal, reduzir o déficit das estatais e os elevados salários do funcionalismo é uma forma de liberar recursos combater a pandemia.

O Brasil já teve várias crises fiscais como em 1998-99 e 2002-03. Elas trazem instabilidade, recessão e desemprego. E, quanto mais tempo se passa sem reformas, maiores são os desequilíbrios e a recessão no país.

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