A volta da Samarco e a retomada econômica do ES

volta da Samarco

A retomada econômica capixaba ganhou um reforço neste último domingo (10). Isso porque a Samarco atracou o primeiro navio no Porto de Ubu, marcando o retorno das operações cinco anos após a tragédia de Mariana. Com a volta da Samarco, ele carregará 75 mil toneladas de minério de ferro da empresa.

A empresa possui enorme relevância para o Produto Interno Bruto (PIB) capixaba: em 2014 ela fabricou 25 milhões de toneladas de pelotas de minério em Anchieta, com clientes em mais de 20 países. A cifra representou 4,7% do PIB estadual daquele ano.

Por isso, a paralisação das atividades da empresa refletiu fortemente na economia capixaba, que em 2016 recuou -5,3% em termos reais. Dessa forma, passou por uma recessão muito mais grave do que a registrada pelo PIB do Brasil naquele ano (-3,3%). As atividades secundárias caíram de um terço do PIB para menos de um quarto do todo.

Outro impacto da paralisação das atividades da empresa foi a perda de arrecadação do imposto sobre serviços (ISS) em Anchieta. A empresa representava mais de 70% do PIB do município e contribuía com R$ 2 milhões mensais.

Após a paralisação, cerca de 260 empresas pequenas e médias do Sul do ES, que eram fornecedoras da Samarco, fecharam as portas. Dessa forma, foram perdidos mais de 4 mil empregos diretos e indiretos no estado.

Perspectivas da retomada com a volta da Samarco

Com o retorno gradual, a corporação projeta que a capacidade de produção inicial seja de até 8 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. É o equivalente a cerca de 26% de sua capacidade produtiva total. Assim, o número será suficiente para gerar 6 mil empregos diretos e indiretos, e cerca de 1,7% do PIB do estado do Espírito Santo.

Foram quase quatro anos entre a entrada em processos de licenciamento ambiental e a volta à operação. Após o incidente, a empresa passou por uma reinvenção. Nesse sentido, adotou novas tecnologias em busca de mais segurança operacional e sustentabilidade.

Além disso, foi criada a Fundação Renova, instituição responsável por conduzir os programas de reparação, restauração e recuperação socioeconômica e socioambiental nas áreas impactadas pelo rompimento da barragem. 

No terceiro trimestre de 2020 (últimos dados disponíveis levantados pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN)), a economia capixaba subiu 10,3% em relação ao período de abril a junho considerando ajuste de sazonalidade. A volta da Samarco, portanto, representa mais um impulso de dias melhores dos capixabas em 2021. Trabalha e confia!

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