Radar do mercado imobiliário de janeiro de 2021

Com o grande desafio de identificar, catalogar, organizar e acompanhar as informações e os indicadores do mercado imobiliário, a Apex desenvolveu a ferramenta visual “Radar de Mercado”, seguindo a metodologia aplicada pela Abrainc/Fipe. O grande volume de informações em meio a um cenário econômico conturbado produz uma série de incertezas que podem afetar negativamente a tomada de decisão dos agentes econômicos interessados. Dessa forma, a ferramenta visual permite leitura ágil das condições do mercado imobiliário para auxiliar o entendimento e a tomada de decisões de investimentos no setor.

É possível observar novamente bons números e uma perspectiva positiva em relação aos indicadores socioeconômicos que direcionam o mercado imobiliário. Como pontos a serem destacados, a taxa de juros e o grande volume de crédito imobiliário mantém o mercado aquecido, em conjunto com a perspectiva de recuperação econômica e redução nas taxas de desemprego, fato que indicaria mais uma fonte de aquecimento da demanda além da alta disponibilidade de crédito imobiliário. Além dos pontos positivos, é preciso se atentar aos indicadores de inflação, monitorar custo e disponibilidade dos insumos para a construção civil e confiança das partes interessadas.

Resumo dos principais direcionadores: (I) Volume de vendas no Brasil cresce 67,93% y/y em outubro/20; (II) Empresários projetam 2021 como um dos melhores anos para a construção civil no Brasil; (III) Vitória mantém mercado imobiliário aquecido; (IV) Após desemprego atingir níveis alarmantes, Brasil registra criação recorde de empregos formais; (V) Mercado projeta aumento leve na taxa básica de juros, que ainda se mantém abaixo dos 6,00% para os próximos 3 anos; (VI) Número de unidades financiadas cresce 65,8% em 2020.

Volume de vendas no Brasil cresce 69,7% y/y em outubro de 2020

[Fonte: Abrainc, Fipe – Acesso em 11/01/2021]

A Abrainc/Fipe divulgou em sua última atualização de indicadores do mercado imobiliário um volume total de 13.680 unidades imobiliárias vendidas no mês de outubro de 2020. Esse valor representa um crescimento de 69,7% quando comparados a outubro de 2019. Para o segmento de médio/alto padrão (MAP) o crescimento foi de 31,0% com um total de 3.096 unidades comercializadas no mês.

Análise APEX: De acordo com os dados de 20 empresas associadas à Abrainc, é possível observar uma curva muito bem definida e ascendente para o número de unidades comercializadas pelo país. O cenário de crédito historicamente barato e facilitado, retomada econômica e aumento de atratividade no investimento imobiliário, em conjunto com forte demanda reprimida que estava sendo acumulada nos últimos anos impulsionou o desempenho do mercado imobiliário de forma positiva. O aumento do número de vendas reflete diretamente o aumento da confiança do consumidor e do empresário, e este fator deve potencializar a retomada econômica brasileira como um todo.

Empresários projetam 2021 como um dos melhores anos para a construção civil no Brasil

[Fonte: Exame – Acesso em 11/01/2021]

Em entrevista realizada à revista Exame, empresários do ramo de incorporação e construção civil expuseram suas respectivas visões para o mercado imobiliário no ano de 2021. Segundo eles, 2021 deve ser um dos melhores anos para a construção civil no Brasil, com um aumento exponencial de novos lançamentos e crescimento contínuo do volume de vendas. Os executivos entrevistados apontaram forte crescimento na receita de suas empresas em 2020 e projetam aumento de, em média, 20% para o próximo ano.

Análise APEX: Seguindo a tese de investimento imobiliário desenvolvida pela Apex Partners, 2021 deve ser um ano de grande performance no mercado imobiliário, com os cenários macroeconômico e setorial sendo projetados e direcionados de uma forma extremamente favorável. Para 2021, são esperados grandes lançamentos na região da Grande Vitória, entre eles, dois grandes lançamentos estruturados pela Apex Partners. De forma isolada, apenas estes dois lançamentos somam um VGV total acima de 350 milhões de reais, volume altamente relevante para a região.

Vitória mantém mercado imobiliário aquecido

[Fonte: Research Apex – Informações consolidadas para Novembro/20]

O mês de novembro foi mais um mês altamente positivo para o mercado imobiliário da cidade de Vitória/ES. Com 125 vendas, a cidade se posiciona pelo 4º mês consecutivo acima do patamar das 100 vendas, fato que nunca havia sido observado na série histórica iniciada em 2019.

O mês também apresentou saldo positivo nos lançamentos. Foram mais 3 empreendimentos lançados que adicionaram 175 unidades e 197 Milhões de reais em VGV ao estoque da capital.

Os empreendimentos gerenciados pela Apex participaram de 9,60% das vendas entre todos os empreendimentos e 17,14% das vendas entre os empreendimentos recorrentes (desconsiderando os empreendimentos com menos de 4 meses no mercado).

Após a atualização e tratamento estatístico dos dados, a cidade de Vitória/ES conta atualmente com 61 empreendimentos, 1.090 unidades em estoque, VGV disponível de 804 milhões de reais e IVV médio de 5,43%. Até o mês de novembro, o mercado já movimentou, em estoque primário, um montante estimado próximo a 500 milhões de reais em vendas.

Após desemprego atingir níveis alarmantes, Brasil registra criação recorde de empregos formais

[Fonte: IBGE, PNAD, CAGED, Investing – Acesso em 11/01/2021]

Segundo o levantamento realizado pelo IBGE, a PNAD Contínua, taxa de desocupação atingiu 14,6% em setembro de 2020. No mês seguinte, a taxa recuou para 14,3% e, segundo as informações disponibilizadas pelo CAGED, o mês de novembro registrou a criação de 414 mil empregos formais com carteira assinada. Esse número é o maior de toda a série histórica iniciada em 1992.

Análise APEX: Um dos indicadores que está sendo cautelosamente avaliado e monitorado pelo mercado é a taxa de desocupação. Em setembro, a taxa atingiu o maior valor dos últimos anos, porém, o mercado foi acalmado com dois meses positivos na criação de empregos formais. O setor da construção civil detém forte participação na criação de empregos e movimentação da economia, visto que o setor é um dos que mais contrata no Brasil e emprega, em sua maioria, indivíduos pertencentes às classes sociais mais vulneráveis da economia.

Mercado projeta aumento leve na taxa básica de juros, que ainda se mantém abaixo dos 6,00% para os próximos 3 anos

[Fonte: Boletim Focus, BC – Acesso em 11/01/2021]

O Boletim Focus, relatório de consolida as expectativas dos players do mercado para os principais indicadores de desempenho da economia indicam uma leve alta na taxa de juros para os próximos 3 anos, sendo estas 3,25% (+0,25%) para 2021, 4,75% (+0,25%) para 2022 e 6,00 (+0,00%) para 2023. Os valores ainda se encontram abaixo da média observada entre 2010 e 2018, consolidando a política de forward guidance que tem sido adotada pelo Comitê de Política Monetária.

Análise APEX: A taxa de juros em patamares baixos é fator fundamental para o bom desempenho do mercado imobiliário, embora não seja o único. Juros baixos impulsionam o mercado em duas frentes: A primeira, a frente da demanda das famílias e indivíduos que buscam imóveis para fixar residência. Esses indivíduos começam a ser elegíveis a financiamentos imobiliários mais baratos, viabilizando a compra do imóvel ante locar o mesmo. A segunda, a frente da demanda dos investidores que, com as taxas de juros baixas deixam de visualizar atratividade em investimentos em renda fixa e buscam diversificar e melhorar sua rentabilidade investindo no mercado imobiliário.

Número de unidades financiadas cresce 65,8% em 2020.

[Fonte: ABECIP, BC – Acesso em 11/01/2021]

Segundo levantamento mensal feito da ABECIP, o número de unidades imobiliárias financiadas em setembro cresceu 65,8% em comparação a janeiro do mesmo ano. Apenas no mês de novembro, foram financiadas 46.247 unidades que somam 13,8 bilhões de reais em concessão de crédito. No ano de 2020, o volume de financiamentos imobiliários ultrapassou a casa dos 100 bilhões de reais.

Análise APEX: Com as taxas de juros em patamares historicamente baixos, muitas famílias se tornaram elegíveis a financiamentos imobiliários. Em alguns momentos, uma parcela de financiamento já é mais barata do que o valor mensal de locação do mesmo imóvel. Dessa forma, a demanda por crédito para aquisição de unidades imobiliárias cresceu de forma expressiva, fechando o mês com uma alta de 65,8%, quando comparado ao mês de janeiro. Mesmo com essa concessão expressiva de recursos, o saldo do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) continua crescendo, consolidando um forte estoque de crédito para a manutenção desse movimento no curto/médio prazo.

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