O longo processo de amadurecimento de startups até a lucratividade

Ter um negócio cujo objetivo no curto prazo não é a lucratividade pode não fazer sentido para muitas pessoas. Mas este é o caminho natural a ser percorrido por muitas startups em seu processo de amadurecimento — mesmo aquelas mais bem sucedidas. Nesse sentido, o executivo americano Howard Love descreve na obra A Curva J das Startups – Seis passos para o sucesso empresarial as etapas a serem percorridas por essas empresas para construção de valor.  

  1. Criação: momento de encarar a ideia original de negócio como hipótese a ser validada pelos consumidores;
  2. Lançamento: período de colocar o produto no mercado, na mão do cliente;
  3. Ajuste: nesta fase, a partir dos erros, a startup altera o produto e Plano de Negócio com a frequência que se mostre necessária;
  4. Modelo: momento de pensar em otimização de processos, fluxo de caixa, aumento das vendas e redução dos custos, preparação para o crescimento forte;
  5. Escala: fase em que são necessários recursos financeiros para aumento de pessoal, melhoria tecnológica e expansão geográfica;
  6. Colheita: período em que a administração da companhia amadurece e a empresa se torna gradualmente mais rentável, com os sócios passando a usufruir da lucratividade. 

Ao traçar um gráfico de geração de caixa acumulado versus o tempo de vida da startup, o resultado é uma curva em formato de J. As quatro fases iniciais de amadurecimento das startups formam a base da letra J e é onde muitas das empresas não sobrevivem. Já as fases de escala e colheita representam a parte vertical da curva J. 

Nota-se que a maior parte da fase inicial de uma startup não envolve lucratividade, o objetivo principal é a validação do produto ou serviço, da gestão e do modelo de negócios, crescimento da base de clientes e ganhos de escala.  

A maioria das startups fracassam 

As evidências mostram que 9 entre 10 startups fracassam, sendo que 20% delas falham nos primeiros 12 meses e 34% em dois anos. Entre os principais fatores estão a falta de demanda do mercado, seguido pela deficiência no marketing, conflitos internos na equipe e falta de experiência dos CEOs. 

A maioria das startups aufere prejuízos pois o caminho trilhado até a quinta e sexta fase da curva J — em que a receita passa a ser superior às despesas — é razoavelmente longo. Esse processo de amadurecimento de startups não apenas é normal, como natural. Entretanto, ao atingir as fases de geração de caixa, por serem conceitualmente empresas muito escaláveis, os ganhos podem ser altíssimos, o que justifica toda a trajetória. 

Ao longo das fases iniciais, há um período de investimento em que o caixa da companhia é consumido de olho em ganhos de escala. Os prejuízos são suportados a partir das captações da companhia, que geralmente se dão por autofinanciamento dos fundadores, por programas de aceleração de startups e, principalmente, a partir de rodadas de captação dos investidores.

Essas rodadas ocorrem de tempos em tempos objetivando atrair investidores para adquirir participação no negócio e contribuir com seu financiamento e, portanto, o crescimento. 

Os investimentos podem ser divididos de acordo com a fase em que o negócio se encontra. Primeiro ocorre o investimento-anjo, seguido pelo investimento semente e pelas séries A, B e C.

Investimentos iniciais 

O investimento-anjo normalmente é o primeiro recurso captado, sendo alocado pelos fundadores e empregado na montagem do time, verificação da tese do negócio e desenvolvimento de um MVP (minimum product viable). O capital semente apoia empresas em fases de constituição. Portanto, os recursos são destinados para atividades como a organização das operações, pesquisa e validação de mercado. 

Rodada de captação série A 

A rodada de captação série A ocorre quando a startup pretende lançar novos produtos ou serviços e expandir sua área de atuação. Assim, inicia-se um processo de consolidação, sendo esta a primeira rodada junto a investidores profissionais e rumo ao amadurecimento das startups. 

Rodada de captação série B 

No investimento série B, a empresa já está estabelecida e busca investidores que possam ajudar a expandir o negócio. Dessa forma, os recursos são destinados ao aprimoramento de processos, contratações, abertura de filiais e aquisições de outras empresas. 

Rodada de captação série C e subsequentes 

Por fim, a última rodada de investimento é a série C. Nessa fase, a empresa já está bem desenvolvida e o recurso é destinado para expansão internacional, consolidação de mercado e preparação para um eventual IPO (Initial Public Offering, ou Oferta Pública Inicial). 

A partir de então várias outras rodadas podem ser feitas. Usualmente, quanto mais avançada for a rodada, menor será o risco e maior será o valor do negócio. Geralmente, é a partir da série C que ocorrem lançamentos no mercado estrangeiro. Portanto, são atraídos investidores de outras categorias, como de Private Equity e fundos de Hedge.

Exit 

No decorrer dessas fases, pode ocorrer a venda das participações societárias dos investidores para os novos entrantes. Isso pode ocorrer até mesmo por meio da abertura do capital em bolsa, possibilitando o chamado exit, isto é, a saída do negócio. 

Como investir em startups controlando riscos 

Apex Partners possui um time de especialistas que atuam na seleção de oportunidades de investimento, dando maior segurança ao investidor. 

O processo de seleção ocorre por meio da avaliação de aspectos como: track record (a trajetória e o histórico de realizações) dos profissionais que atuam na startup, capacidade de crescimento de receita sem elevação dos custos na mesma proporção, benchmarks nacionais e internacionais (comparações dos ativos), riscos-chave embutidos naquele empreendimento, avaliação de indicadores gerenciais, entre outros aspectos avaliados. 

No atual cenário de juros baixosinvestir em startups se mostra como uma boa alternativa de diversificação de investimento e pode trazer rentabilidades interessantes. Contar com especialistas contribui para redução dos riscos do investimento e aumenta as possibilidades de alcançar altos retornos. 

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