Carteira recomendada de ações 10SIM de fevereiro

Carteira recomendada 10SIM

A Apex Partners divulga mensalmente um resumo das teses e dos fundamentos por trás das recomendações de ações do BTG Pactual. A carteira de ações 10SIM apresenta 10 ações selecionadas pela equipe de research do BTG, a melhor da América Latina. O objetivo da carteira recomendada 10SIM é selecionar as melhores oportunidades e performances do mercado de ações, sem considerar necessariamente índices de referência ou liquidez. Ela também conta com ações bem diversificadas, resultando em menor risco.

Em janeiro, a Carteira Recomendada de Ações teve uma queda de 3,9%, performando abaixo do Ibovespa (-3,3%) e do IBRX-50 (-2,8%).

Desde outubro de 2009, quando o head global de análise e estratégia do BTG, Carlos Sequeira, assumiu o gerenciamento da Carteira, a rentabilidade acumulada é de 277,1%, ante 87% do Ibovespa e 122,4% do IBX50.

Cenário geral e trocas da carteira

Mesmo com o aumento do risco após variações desconhecidas do vírus se espalharem globalmente, a vacinação está em andamento, as taxas de juros globais devem permanecer baixas e estímulos adicionais nos EUA devem manter o apetite de risco em níveis relativamente elevados.

Por isso, o BTG manteve certa exposição a nomes que se beneficiam diretamente de uma economia global forte, como a Petrobras, que está bem posicionada para lucrar com uma economia global em crescimento e com os preços do petróleo.

A 10SIM de fevereiro entraram na carteira a Rede D’or e a PagSeguro, com a retirada de Gerdau e B3.

Vale (VALE3)

A Vale, da mesma forma que a Suzano, deve se beneficiar diretamente do crescimento da demanda global e dos preços recordes de seu produto, no caso, o minério de ferro. A Vale vem passando por sucessivas transformações nos últimos anos. A tragédia de Brumadinho exerceu forças de choque na gestão para alterar os rumos da empresa. Assim, surgiu maior segurança e uma agenda ESG mais ampla, buscando restaurar a credibilidade.

Ela deve ser uma boa pagadora de dividendos no futuro, sendo que o BTG espera um dividend yield de 12% em 2021. Os fundamentos do minério de ferro permanecem fortes junto à alta demanda da China, com a produção de aço crescendo ~7% no acumulado do ano.

De maneira geral, o BTG acredita que a redução do risco será baseada em três pilares: (i) retorno de caixa; (ii) forte recuperação dos volumes e redução dos custos futuros; e (iii) uma percepção ESG melhor no longo prazo.

Aliansce Sonae (ALSO3)

Nos últimos meses, o desempenho operacional dos shoppings tem melhorado muito, assim como para a ALSO3: (i) as vendas recuperaram 88% dos níveis pré-Covid em outubro; (ii) eles têm conseguido arrecadar aluguéis quase em linha com a recuperação das vendas; e (iii) as taxas de vacância não aumentaram muito até agora (queda de apenas 130 bps a/a no 3T20).

Apesar do cenário ainda incerto, a Aliansce Sonae possui um balanço sólido e a menor alavancagem entre os pares, além de as vendas estarem se recuperando. Além disso, a probabilidade de uma vacina é muito maior agora (o que é um claro gatilho positivo para os shoppings).

Por fim, a ALSO3 caiu ~50% em 2020. Portanto, a ação está extremamente atraente, rendendo uma TIR real de 8,8%.

Petrobras (PETR4)

Nas últimas duas semanas, as ações da Petrobras sofreram e tiveram desempenho inferior aos preços do petróleo devido a ruídos políticos quanto à capacidade de ajustar os preços domésticos dos combustíveis e continuar perseguindo o IPP (Paridade de Preços Internacionais) em meio a rumores de uma nova greve dos caminhoneiros.

Porém, o BTG acredita que a empresa permanecerá independente para executar sua estratégia, com a posição de Castello Branco incontestada. A visão positiva sobre a Petrobras continua refletindo sua resiliência de longo prazo, apesar de um patamar mais baixo para os preços do petróleo.

Com o foco em projetos de alto retorno na área do pré-sal, ela deve reduzir o ponto de equilíbrio do petróleo, abrindo caminho para lucros sustentáveis. Por fim, há a percepção de que os investidores não estão dispostos a pagar pelo fluxo de caixa até que haja maior visibilidade do que finalmente será pago aos acionistas.

Dessa forma, com flexibilidade da política de dividendos e dívida bruta em US$ 80 bilhões, acredita-se que a PETR pode acelerar os dividendos mais cedo do que o esperado. O BTG considera a PETR como a história de valor mais assimétrica dentro do universo de empresas cobertas por ele.

PagSeguro (PAGS34)

O BDR da PagSeguro (PAGS34) entrou na 10SIM neste mês. Os pagamentos eletrônicos aceleraram com a pandemia, sendo a PagSeguro um dos principais beneficiários deste movimento. Por isso, deve registrar fortes resultados no 4T.

Além disso, o crescimento de seu banco digital PagBank explodiu. Espera-se que a receita acelere em 2021/22, o que, combinado com uma melhor governança corporativa, deve permitir que suas ações se recuperem em relação aos pares. Nesse aspecto, as ações caíram mais de 10% no acumulado do ano sem um motivo específico, oferecendo um ponto de entrada atraente.

Itaú (ITUB4)

Com as taxas de juros de curto prazo em tendência de alta, faz sentido ganhar exposição aos bancos, que devem se beneficiar da recuperação econômica e de uma base de comparação baixa após um 2020 desafiador.

A Top Pick entre os grandes bancos comerciais do Brasil é o Itaú, que parece estar tomando decisões corretas para transformar o banco de dentro para fora. Além disso, o spin-off da participação na XP pode trazer momentum para seu valuation.

Totvs (TOTS3)

O negócio principal da Totvs permanece resiliente, com oportunidades interessantes de venda cruzada e com uma opcionalidade na frente da TechFin. A empresa possui um histórico comprovado de execução e suas vendas estão diretamente relacionadas ao desempenho da economia em geral, o que deve afetar positivamente as receitas recorrentes.

Além disso, para quem busca uma proteção mais ativa, ela possui receita ajustada pela inflação, com serviço essencial e de difícil substituição.

Rede D’or (RDOR3)

Com um Beta baixo e um setor mais resiliente, a Rede D’or fornece exposição à saúde, especialmente para investidores que buscam mais proteção em tempos de volatilidade aguda do mercado. Além de um momentum atrativo de lucros e na atividade de M&A, a empresa oferece uma combinação única de oportunidades de crescimento consideráveis e retornos elevados em um setor que está em constante crescimento.

Os motores de crescimento da empresa devem permanecer em vigor: (i) consolidação (dez maiores empresas de hospitais com menos de 20% de participação); (ii) os fundamentos de alto crescimento da indústria (gastos privados com saúde devem crescer dois dígitos anualmente); (iii) poderosa plataforma de M&A; e (iv) rentabilidade vista como referência (o dobro da média do setor), refletindo sua sólida execução e escalabilidade de serviço completo. Considerando as fortes perspectivas de crescimento de lucros (CAGR de LPA de 3 anos de 38%), o valuation não é tão caro quanto se poderia pensar.

Cyrela (CYRE3)

Apesar do surto do Covid-19, há uma rápida recuperação de vendas de imóveis residenciais no segmento de renda média/alta. A Cyrela divulgou um forte resultado operacional no 4T de 2020 (com lançamentos crescendo 106% a/a e vendas subindo 34% a/a).

As fortes vendas de imóveis foram impulsionadas pelas taxas de juros imobiliário baixas, sendo que os bancos continuam anunciando novos cortes. O cenário é muito incerto, mas o BTG analisa que a Cyrela está muito bem posicionada para surfar a recuperação do setor habitacional, dado que: (i) possui marcas diferentes que atendem a todos os segmentos de renda; (ii) ela planeja aumentar os lançamentos um pouco acima de dois dígitos em 2021; (iii) depois de distribuir R$ 700 milhões em dividendos no ano passado, a distribuição de dividendos deve ser sólida neste ano, assim como a empresa está desalavancada (espera-se um dividendo de um dígito alto); e (iv) o valuation parece atraente (em 11x P/L 2021E). Por fim, as vendas de casas permanecem sólidas e os lançamentos crescem.

Oi S.A. (OIBR3)

Após um início de ano promissor, as ações da Oi despencaram e agora estão em R$ 2,08. Para o BTG, a correção das ações pode ter sido ocasionada por investidores desiludidos com o fato de apenas dois veículos terem demonstrado interesse na InfraCo e os lances não terem ultrapassado muito o preço mínimo.

Entretanto, é prematuro concluir que elas permanecerão onde estão, pois que dois concorrentes fortes é tudo o que é necessário para um leilão disputado, segundo o banco. O preço-alvo para a Oi é de R$ 3,10, presumindo a InfraCo vendida por R$ 24 bilhões, com potencial de valorização de 49%.

Suzano (SUZB3)

As ações da Suzano devem continuar tendo um bom desempenho, dado o ambiente favorável de preços de commodities para os próximos meses. O BTG espera que os preços continuem subindo em 2021, uma vez que a demanda deve começar a melhorar ciclicamente.

Os preços já subiram ~US$100/t desde as mínimas, atualmente em US$ 540/t, sendo que o BTG projeta uma média de US$ 625/t para 2021. Acredita-se que as ações da Suzano estão subvalorizadas e que os investidores estão descontando pouco os benefícios do negócio da Fibria/corte de custos.

Embora a alavancagem esteja longe de ser confortável e possa levar anos para se normalizar, o caminho está claro e a situação parece administrável. O BTG vê a Suzano sendo negociada a 5,8x o EBITDA 21, sendo que cerca de 50% é dívida. Além disso, o banco avalia como uma das melhores teses ESG da América Latina.

Disclaimer: Esta apresentação tem como único propósito fornecer informações e não constitui ou deve ser interpretada como uma oferta, solicitação ou recomendação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócio específica. Essa apresentação é um documento de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários nos termos da Instrução CVM Nº 598, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta e/ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento e/ou produto específico.

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