Alinhando reformas e nova rodada de ajuda

Reformas e rodada de ajuda

Agora que as eleições no Congresso foram realizadas e os presidentes eleitos das duas casas são alinhados do governo Bolsonaro, começam a serem traçados os próximos passos para as votações no Congresso. Seria o caminho conciliar as reformas e uma nova rodada de ajuda?

O elevado e crescente gasto público exigiria que as prioridades fossem votações de reformas para permitir cortes e controle destes gastos, o que implicaria em eliminar privilégios e/ou penduricalhos que foram sendo criados ao longo das últimas décadas (PEC 186 ou Emergencial e Reforma Administrativa).

Claro que os congressistas gostariam de evitar a votação de reformas que retirem os privilégios do setor público, rodeados pelo forte lobby do funcionalismo público. Mas é certo também que o voto da grande parte dos congressistas não vêm de Brasília.

Uma possível solução

Uma forma de incentivá-los a avançar as reformas citadas seria negociar a aprovação das reformas com uma nova rodada de ajuda do governo federal. Para o primeiro ano, toda a redução de gastos gerada pelas reformas seria transformada em ajuda para as famílias de baixa renda. Isso se daria por meio do auxílio emergencial ou mesmo o Renda Cidadã.

Embora este acordo impeça a imediata queda de gastos, a perspectiva de melhora no longo prazo é suficiente controlar as expectativas. E, assim, garantir a estabilidade macro e incentivar os investimentos. Em particular, incentivar os investimentos privados propiciados pelas reformas micro (gás, ferrovias, energia, etc).

Mais ainda, seria a primeira vez no Brasil onde uma minoria muito bem paga perderia seus privilégios, pagos com dinheiro público, para financiar uma melhora temporária dos milhões de brasileiros pobres.

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