Agenda de reformas cheia, poucos resultados

Agenda de reformas

A agenda proposta pelo Congresso Nacional, findas as eleições dos presidentes das duas Casas, parecia realmente indicar um claro objetivo de avanço nas reformas. A aprovação da autonomia do Banco Central do Brasil (BCB) e o Novo Marco Legal do Mercado de Câmbio pareciam confirmar estes objetivos.

Infelizmente, a proposta de reforma macro já apresentada, relatório da PEC 186, trouxe medidas tímidas, incapazes de reduzir o déficit público e o risco fiscal. Na verdade, a PEC 186 deve abrir caminho para o aumento dos gastos e da dívida pública com uma nova rodada de auxílio emergencial.

Se a mesma abordagem for seguida com a PEC 188 e a reforma administrativa, teremos uma agenda de votações bastante cheia no Congresso. Mas os resultados práticos seriam reduzidos. Em síntese, teremos gastado tempo do Congresso e impostos dos brasileiros para votarem medidas incapazes de cortar e controlar o gasto público e reduzir o risco fiscal.

É difícil entender o comportamento do Congresso. Será que o governo e os líderes das Casas imaginam que uma agenda de reformas cheia, mas com resultados limitados, é suficiente para reduzir o risco fiscal e impulsionar a a retomada da economia?

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