Carteira recomendada de ações 10SIM de maio

Carteira de ações de maio

A Apex Partners divulga mensalmente um resumo das teses e dos fundamentos por trás das recomendações de ações do BTG Pactual. A carteira de ações 10SIM de maio apresenta 10 ações selecionadas pela equipe de research do BTG, a melhor da América Latina.

O objetivo da carteira recomendada 10SIM é selecionar as melhores oportunidades e performances do mercado de ações, sem considerar necessariamente índices de referência ou liquidez. Ela também conta com ações bem diversificadas, resultando em menor risco.

Em abril, a carteira subiu +5,6%, ante alta de +1,9% do Ibovespa e +2,9% do IBRX-50. A rentabilidade acumulada desde outubro de 2009 é de 296,1% ante 93,3% do Ibovespa e 133,5% do IBX-50.

Alterações na carteira

Com orçamento aprovado e tendência de melhora na saúde, o BTG vê espaço para o Ibovespa continuar subindo, sendo hoje negociado a um P/L projetado de 12 meses de 12,8x, excluindo-se Petrobras e Vale.

Com isso e por outros fatores, o portfólio foi reposicionado para capturar a provável reabertura e recuperação gradual da economia brasileira. Nesse sentido, foi reduzida a exposição a exportadores de commodities, mas mantendo 25% em Vale e Gerdau, assim como aumentou-se a exposição aos bancos, por meio do Bradesco, e ao varejo e shoppings, por meio de Arezzo e Iguatemi. Por fim, aumentando a exposição à infraestrutura, entraram Rumo e CCR. Para isso, foram retiradas da carteira Locaweb, PagSeguro, Suzano, Cosan e B3.

No setor de saúde, foi trocada a Rede D’Or pela Hapvida, após o desempenho positivo dos últimos meses.

Vale (VALE3)

A Vale deve se beneficiar diretamente do crescimento da demanda global e dos preços recordes de seu produto, no caso, o minério de ferro. A empresa vem passando por sucessivas transformações nos últimos anos. A tragédia de Brumadinho exerceu forças de choque na gestão para alterar os rumos da empresa. Assim, surgiu maior segurança e uma agenda ESG mais ampla, buscando restaurar a credibilidade.

Ela deve ser uma boa pagadora de dividendos no futuro, sendo que o BTG espera um retorno de caixa de aproximadamente 15% em 2021. Os fundamentos do minério de ferro permanecem fortes junto à alta demanda da China, com a produção de aço crescendo e chegando a mais de US$ 185 por tonelada.

De maneira geral, o BTG acredita que a redução do risco será baseada em três pilares: (i) retorno de caixa; (ii) forte recuperação dos volumes e redução dos custos futuros; e (iii) uma percepção ESG melhor no longo prazo. Por fim, vê-se a ação sendo negociada a 2,7x EBITDA 2021, um gap relevante em relação aos pares.

Hapvida (HAPV3)

A empresa levantou recentemente R$ 2 bilhões em oferta de ações, pronta para novas rodadas de M&As. As ações dispararam com o anúncio de fusão com a GNDI, mas recuaram logo em seguida. Se concretizada, o BTG avalia um valuation atraente para a empresa, em 21,5x P/L de 2022E.

Além disso, vê-se três fontes de valorização ainda não precificadas: (i) opex e sinergias fiscais da fusão com a GNDI; (ii) sinergias de receita, também relacionadas à fusão; e (iii) possíveis novas fusões e aquisições.

Gerdau (GGBR4)

A Gerdau é beneficiada por alguns fatores: forte crescimento de receita, baixa alavancagem, geração de FCF e uma participação temática (setor imobiliário). A expectativa do BTG é de que a demanda por aços longos continue em alta por vários anos.

Além disso, a empresa está bem posicionada para continuar a repassar aumentos de preços e superar as expectativas. Com a aprovação de um pacote de infraestrutura nos Estados Unidos, as perspectivas são de ampliação da lucratividade das operações nos Estados Unidos. Por fim, a Gerdau negocia a múltiplos baratos de 4,5x EV/EBITDA 2021.

Bradesco (BBDC4)

Ajustado pelo risco, segundo o BTG, o Bradesco teve a melhor dinâmica de receita no quarto trimestre, devendo entregar mais do que os pares neste ano. Além disso, o provável aumento nas taxas de juros deve beneficiar a receita dos bancos e as provisões de 2020 devem garantir um colchão confortável para os impactos na qualidade da carteira de crédito relacionados à segunda onda da Covid-19.

Além disso, o Bradesco anunciou recompra de ações recentemente, reforçando a visão positiva para os resultados do primeiro trimestre de 2021.

Rumo (RAIL3)

A Rumo é uma companhia ferroviária e de logística, com fortes expectativas para o primeiro trimestre, além de uma sólida perspectiva de longo prazo. A empresa atingiu volumes recordes em março, com os altos preços dos combustíveis afetando o frete dos caminhões.

Houve melhorias na dinâmica competitiva, com aumento robusto de capacidade, além de outros fatores como: (i) a falta de infraestrutura de transporte no Brasil; (ii) a assinatura da renovação antecipada da Malha Paulista; (iii) a redução do risco do projeto Lucas do Rio Verde, com discussões com autoridades progredindo bem; (iv) a potencial renovação antecipada da Malha Sul, ampliando a capacidade na região; e (v) a capacidade da empresa de entrar em novas oportunidades de investimento, como a FICO e Ferroeste.

Por fim, avalia-se um potencial de valorização interessante, já que as ações atualmente rendem uma TIR real de 6,7%.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo é vista como uma empresa premium no varejo brasileiro, justificando o valuation mais caro, de 39x P/L 2021E e 34x P/L 2022E, que também se deve às suas perspectivas de crescimento mais fortes (CAGR de LPA de 18% até 2025). Além disso, ela registrou números gerais resilientes no início do ano, impulsionados por seu canal online e pela Reserva.

A tese positiva do BTG se baseia em: (i) expansão resiliente do mercado doméstico e potencial retomada do consumo da alta renda em 2021; (ii) novas marcas como Vans e Reserva; e (iii) resultados mais saudáveis na operação nos EUA.

CCR (CCRO3)

A CCR é uma empresa de concessão de infraestrutura, transportes e serviços, e em abril avançou na conquista dos blocos Central e Sul da 6ª rodada de concessão de aeroportos e das Linhas 8 e 9 da Companhia Paulista de Trens Públicos (CPTM).

Estes são ativos estratégicos e que devem trazer alavancagem operacional para a empresa. Além disso, deve ocorrer leilões para otimizar o seu portfólio, como a rodovia Nova Dutra, Congonhas e os aeroportos Santos Dumont.

Ela também tende a se beneficiar de sólidas perspectivas da indústria de longo prazo devido ao gap de infraestrutura. O BTG analisa que os desequilíbrios podem adicionar R $6,00/ação ao preço-alvo, que hoje é de R$ 18. Por fim, o valuation é atraente, com 7,3% de TIR real.

Totvs (TOTS3)

O negócio principal da Totvs permanece resiliente, com oportunidades interessantes de venda cruzada e com uma opcionalidade na frente da TechFin, além de um histórico comprovado de execução que parece alavancar sua base de clientes.

As vendas da Totvs estão diretamente relacionadas ao desempenho da economia em geral pois está presente em diferentes setores e regiões. Portanto, a recuperação da economia deve impactar positivamente as receitas recorrentes. Além disso, para quem busca uma proteção mais ativa contra o aumento da inflação, a Totvs possui receita ajustada pela inflação, um serviço essencial e de difícil substituição.

Oi S.A. (OIBR3)

Foram anunciados os termos da proposta do fundo de infraestrutura do BTG Pactual para comprar a InfraCo por R$ 20 bilhões. Depois disso, a Oi viu uma correção em suas ações. Assim, foram revisadas as estimativas de valuation justo para a Oi, dividindo em cenários: pessimista, base e otimista.

Mesmo usando premissas pessimistas (InfraCo 9x; ClientCo 4x), o BTG ainda enxerga 41% de potencial de valorização para a Oi, com preço-alvo em R$ 2,40. No caso base (InfraCo 12x; ClientCo 5x), o potencial de valorização é de 82%, com preço-alvo de R$ 3,10. Já com premissas mais otimistas, a ação pode mais do que dobrar, em R$ 3,80. Em todos os cenários, mantém-se o passivo da Globenet, a dívida líquida do final de 2021 e o VPL da dívida da Anatel.

Iguatemi (IGTA3)

Após um primeiro trimestre difícil para os shoppings devido às restrições e fechamentos no início de março, as vendas dos shoppings caíram cerca de 30% e as empresas aumentaram os descontos para os lojistas. Mas com a melhora da situação da Covid-19 e a suspensão das restrições em meados de abril, as empresas listadas têm 100% dos seus shoppings abertos novamente.

Assim, o BTG acredita que a vacinação deve acelerar nos próximos meses, mantendo os shoppings abertos. Além disso, os valuations do setor estão muito atraentes.

A oferta de shoppings no Brasil está em níveis saudáveis, e os shoppings brasileiros não têm exposição a lojas de departamentos, que sofrem mais com o e-commerce.

O Iguatemi, especificamente, possui: (i) um portfólio premium e dominante de shoppings (vendas por m² de R$ 1.765/m² em 2019 vs. média brasileira de R$ 817/m²); e (ii) um valuation atrativo, com a ação negociando a 13x P/FFO para 2022E e a um EV/ABL implícito de R$ 16.000/m². Por fim, tem o diferencial de ter um portfólio premium e insubstituível.

Disclaimer: Esta apresentação tem como único propósito fornecer informações e não constitui ou deve ser interpretada como uma oferta, solicitação ou recomendação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócio específica. Essa apresentação é um documento de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários nos termos da Instrução CVM Nº 598, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta e/ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento e/ou produto específico.

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