Carteira recomendada de dividendos de maio

Carteira recomendada de dividendos de maio

A carteira recomendada de dividendos tem o objetivo de encontrar as melhores empresas sob a ótica de distribuição de dividendos. Ou seja, são selecionadas companhias que remuneram seus acionistas acima da média do mercado de forma recorrente. Dessa forma, a análise é focada em ativos de alta qualidade, com resiliência de entrega de resultado e geração de caixa.

Os ativos da carteira de dividendos do BTG Pactual são revisados a cada três meses, e desde fevereiro não há alterações nos ativos. A carteira subiu 2,92% em abril, contra +2,03% do IDIV e +1,94% do IBOV. Além disso, desde 2019, houve uma rentabilidade de +14,8%, contra +9,5% do IDIV e +10,5% do IBOV.

Vale (VALE3)

A Vale deve se beneficiar diretamente do crescimento da demanda global e dos preços recordes de seu produto, no caso, o minério de ferro. A empresa vem passando por sucessivas transformações nos últimos anos. A tragédia de Brumadinho exerceu forças de choque na gestão para alterar os rumos da empresa. Assim, surgiu maior segurança e uma agenda ESG mais ampla, buscando restaurar a credibilidade.

Ela deve ser uma boa pagadora de dividendos no futuro, sendo que o BTG espera um retorno de caixa de aproximadamente 15% em 2021. Os fundamentos do minério de ferro permanecem fortes junto à alta demanda da China, com a produção de aço crescendo e chegando a mais de US$ 185 por tonelada.

De maneira geral, o BTG acredita que a redução do risco será baseada em três pilares: (i) retorno de caixa; (ii) forte recuperação dos volumes e redução dos custos futuros; e (iii) uma percepção ESG melhor no longo prazo. Por fim, vê-se a ação sendo negociada a 2,7x EBITDA 2021, um gap relevante em relação aos pares.

Após dividend yield de 3,1% em 2020, a expectativa para o próximo ano é de 11,2%.

Taesa (TAEE11)

A Taesa é um dos maiores grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil, dedicando-se exclusivamente à construção, operação e manutenção de ativos de transmissão. Está presente nas 5 regiões do país, com 36 concessões e 12.725 km de linhas de transmissão. Ao longo dos últimos anos ela conseguiu manter uma estabilidade positiva em sua receita líquida – o que demonstra a resiliência de seu modelo operacional e do setor de transmissão de energia, mesmo em momentos mais difíceis da economia – ao passo que conseguiu elevar sua margem líquida de 48% para 81%.

A companhia possui uma disciplina financeira muito forte, com um rígido controle de custos, a mais alta nota de crédito nas três agências de classificação de risco (Fitch, Standard & Poor´s e Moody´s) e uma alta diligência no processo de alocação de capital, buscando sempre bons projetos com alta rentabilidade.

Ainda teve uma sólida geração de caixa ao longo dos anos, distribuindo bons lucros aos acionistas. A companhia possui um payout (percentual do lucro líquido distribuído em forma de provento) de cerca de 90%. A expectativa do BTG para o dividend yield é de 12,3% para 2021.

Engie Brasil (EGIE3)

A Engie integra a maior produtora independente de energia do país, atuando também na comercialização de energia. Em 2017, ingressou no segmento de transmissão e, em 2018, adquiriu os 50% remanescentes das ações da Engie Geração Solar Distribuída.

Em 2019, entrou no segmento de gás natural ao adquirir parte na Transportadora Associada de Gás (TAG), totalizando uma capacidade instalada de 8.711 MW fim do quarto trimestre de 2019, com 60 usinas.

A empresa sempre manteve prêmio frente às demais devido a liquidez, capacidade de entregar crescimento com disciplina de alocação de capital e pagamento de dividendos. O BTG espera um dividend yield para 2021 de 8,8%.

ISA CTEEP (TRPL4)

A Isa Cteep é a maior empresa privada de transmissão do setor elétrico brasileiro, atuando em 17 estados, e responsável por aproximadamente 33% da energia elétrica transmitida pelo Sistema Interligado Nacional (SIN). Em 2019, a capacidade instalada da Companhia totalizou 126 subestações próprias.

Em junho, a ANEEL aprovou um aumento de 9,75% nas receitas (RAP) de 2018 do contrato 059/2001 (incluindo RBSE), de R$ 2,452 bilhões para R$ 2,692 bilhões. Esse aumento gerou uma parcela de ajuste de R$ 892 milhões, que será recebido por um período de três anos até 2023.

Com o substancial fluxo de caixa extra a receber impulsionado pelo componente do custo de capital próprio, o BTG acredita que a empresa continuará pagando dividendos consideráveis, com uma expectativa de dividend yield para 2021 de 6%.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade é uma empresa de participações (holding) controlada pelo Banco do Brasil S.A. e que atua em negócios de seguridade. Suas participações societárias atualmente estão organizadas em dois segmentos: negócios de risco e acumulação e negócios de distribuição.

Tem como vantagem a rede de distribuição do Banco do Brasil como o principal canal de comercialização, ocupando posição de destaque no mercado em todos os segmentos em que está presente. O BTG acredita que suas ações são uma boa alternativa de “valor” frente aos bancos, com alavancagem menor e mais visibilidade dos resultados nos próximos 12 meses. Além disso, o pagamento de dividendos é maior e o segmento de seguros enfrenta muito menos riscos políticos e regulatórios.

Por fim, espera-se um dividend yield de 7,6% para 2021.

Disclaimer: Esta apresentação tem como único propósito fornecer informações e não constitui ou deve ser interpretada como uma oferta, solicitação ou recomendação de compra ou venda de qualquer instrumento financeiro ou de participação em qualquer estratégia de negócio específica. Essa apresentação é um documento de cunho meramente informativo, não configurando análise de valores mobiliários nos termos da Instrução CVM Nº 598, e não tendo como objetivo a consultoria, oferta, solicitação de oferta e/ou recomendação para a compra ou venda de qualquer investimento e/ou produto específico.

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